Rio Grande do Sul enfrenta maior desastre natural em 40 anos: Ciclone Extratropical deixa rastro de destruição e 37 mortos

Ciclone extratropical causa 37 mortes e deixa estado em alerta

Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública e reconheceu estado de emergência após fortes chuvas

Cidades registram toda a chuva prevista para setembro em apenas uma semana, o que é considerado atípico para o período

Governo e Defesa Civil pedem solidariedade à população e divulgam pontos de doação

O ciclone extratropical que atingiu o Rio Grande do Sul em setembro de 2023 já causou 37 mortes, além de milhares de desabrigados e desalojados.

Diante da magnitude dos danos, o governo do estado decretou estado de calamidade pública e reconheceu o estado de emergência. O governador Eduardo Leite afirmou que o estado está em situação de emergência e que as autoridades estão trabalhando para atender às necessidades da população.

As condições meteorológicas continuam preocupantes, com previsão de mais chuvas intensas na região. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alertou para novas áreas de instabilidade, indicando a possibilidade de fortes precipitações, especialmente no extremo sul do estado.

Há uma elevada probabilidade de transbordamento de rios e o risco de enchentes em diversas localidades. A Defesa Civil emitiu um alerta abrangente, destacando a iminência de temporais, descargas elétricas, eventual queda de granizo e rajadas de vento.

A meteorologista da Climatempo Maria Clara Sassaki afirmou à CNN que algumas cidades do Rio Grande do Sul registraram, apenas nessa primeira semana de setembro, toda a chuva prevista para o mês inteiro.

“Essa grande quantidade de chuva mantém o alerta ao longo dos próximos dias, mesmo que o tempo esteja mais firme. A água demora ainda para escoar, e os rios acabam extravasando, provocando novas enchentes e deslizamentos”, explicou Sassaki.

A meteorologista também destacou que o volume de chuvas registrado no estado é considerado atípico para o período. “É um evento extremo, que não deve ser considerado normal”, disse.

O governo do Rio Grande do Sul pede a solidariedade da população para ajudar as vítimas do desastre. As doações podem ser feitas em pontos específicos, que serão divulgados nas redes sociais do governo.

Ciclones estão mais frequentes?

A frequência de formação dos ciclones extratropicais não está acima do normal, conforme explicou a meteorologia Maria Clara Sassaki em entrevista à CNN. Segundo a especialistas, o que mudou foi a intensidade dos sistemas.

“As águas dos oceanos estão mais quentes do que o normal e isso aumenta a intensidade dos ciclones extratropicais, por isso a gente tem chamado a atenção para esses sistemas que vem com rajadas de vento acima do normal, tempestades muito próximas umas das outras. A água mais quente serve de combustível para que essas áreas de baixa pressão ganhem intensidade”, explicou.

fonte: CNN

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